Flavyann Dee Flaff

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27/08/2008 21:50
Decisão inconteste

No pesar da balança dela, dos prós e dos contras, ele já sentira que ficou na desvantagem, não que ela tenha explicitado isso. Mas deixara evidente, quando fizera alguns questionamentos bem específicos. O bom é que demonstrou, com isso, estar pensando e analisando muito bem, o fato de se envolver com ele, mas por outro lado, o fez sentir que não corresponderia adequadamente aos tais questionamentos, já que tinha situação distinta e isso, o fez se abater.
Desde o início, tinha consciência de que detalhes bem pessoais, colaborariam negativamente a um eventual entendimento com ela, por isso, o receio em ir encontrá-la. Mas, mesmo hesitante, fora vê-la e retornou com um mau pressentimento, a ponto de se angustiar.
Pensativo e cabisbaixo decidiu silenciar e se afastar, pois sabia que a decisão, mais por educação que por qualquer outro justo motivo, seria a de continuar a amizade irreal que já existia, apesar de sentir que a mesma vontade de se envolver, era presente nela. Mas como uma relação não se faz só de bem-querer, tem que haver outros fatores como base sólida e isso, não fora visto, ela optou por permanecer como estavam. Decisão que não será contestada, pois a consciência dele já lhe alertara, restando apenas acatá-la e seguir tentando sufocar o que já tinha planejado para ambos.

Criado em: 15/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



22/08/2008 23:35
A trama fatal de uma deusa

Pelas palavras escritas com tamanha certeza do que desejava, pensei que teria a honra de receber o néctar dos deuses. Mas quando as palavras se fizeram ação, recebi o néctar amargo do sofrimento ─ a cicuta. A bebida seguiu me envenenando em forma de uma aflição sem fim e, por isso, quase morri.
Passado o efeito inicial, tentei me curar, provando de outras bebidas, verdadeiros vinhos baratos, pois em nada contribuíam para sanar esse mal que me consumia.
Como pude me enganar com tão simples ardil! Coisa que qualquer bom caçador, sabe reconhecer, pois faz parte do seu vasto arsenal de artimanhas. Talvez tenha me deixado levar pela atmosfera mítica das palavras daquele ser, pois até pensara se tratar de uma deusa, a Afrodite, tamanha era a veracidade do sentimento que emanava de tudo que me fora revelado naquelas conversas eventuais.
O tempo passou e vi, tardiamente, que tudo não passara de uma trama cruel e fatal! Pois aquele ser que me fizera baixar a guarda e me entregar, usou de artifícios mitológicos para tanto. Ao se apresentar, vestiu-se de Afrodite; para me prender, vestiu-se de Diana e, por fim, para me condenar ao sofrimento eterno, mostrou a sua verdadeira face, que bem parecia com uma outra dessas lindas deusas, só que não era em sua beleza, mas sim, em suas ações. Assim, assemelhou-se à deusa Pandora, abrindo a sua caixa infernal, libertando e enviando para mim, todos os males existentes em seu interior, em forma de um hipócrita e sutil desprezo.

Criado em: 01/08/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



11/07/2008 00:44



Apenas saudade

Cadê você? Quero só lhe vê! Rever aquele seu jeito rebelde, que tanto fazia questão de me mostrar. Aquela impaciência típica de uma garota pré-adolescente e que vinha sempre acompanhada por um receio indisfarçável. Sem esquecer do quanto era temperamental, coisa que só contribuiu para que não nos entendêssemos de uma forma tão sociável.
Não queria me expor, mas confesso que tudo isso se traduz numa imensa saudade que tenho de você e desses detalhes tão peculiares, que tanto colaboraram para que me empolgasse e ousasse pensar que poderíamos ser mais que meros conhecidos.
Longos anos já se passaram e hoje, não sei de mais nada de você! Reafirmo que é só saudade, não vá pensar que é uma tentativa desesperada de recuperar o que não fomos. Afinal, no máximo, só ensaiamos alguma coisa, uma única vez. Mas sem nunca chegarmos a um final, seja ele feliz ou triste.

Criado em: 05/04/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff


enviada por O Anjo Malvado !



04/07/2008 00:30
O porquê da angústia

Quando me proporam a subir a escada da sedução até chegar ao envolvimento, disseram apenas para não ter medo de uma eventual queda, pois me dariam a segurança de uma companhia constante. Nada retruquei, apenas no inicio, um leve e ainda inexplicável receio, me fez hesitar. Mas ao longo da escalada, isso se transformou numa sutil angústia, motivada por algo ainda não sabido.
O tempo passou lépido, a subida fora executada sem atropelos e o envolvimento logo fora alcançado. Mas aquela leve angústia persistia, sem que ainda identificasse o seu porquê.
Hoje, depois de alguns encontros, de trocas de palavras, de ações ternas e de uma distância transponível, mas inquietante. Descobri da maneira mais desagradável possível, a causa da angústia, era o medo, não o de cair, mas o de subir cheio de desejo e depois, ser abandonado lá em cima, repleto de fantasias não realizadas. Infelizmente, isso foi o que findou por acontecer e, agora, me restou apenas, lamentar e seguir adiante.

Criado em: 30/05/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



22/06/2008 21:21
Reaprendendo a se apaixonar

Tenho que voltar aos tempos idos de namoro, como se voltasse aos tempos de criança! Afinal, quando enamorados, ficamos, muitas vezes, ingênuos, bobos mesmo. Acreditamos em todas as juras e falsas promessas, feitas em momentos de rompantes, movidos meramente pelo tesão e/ou desejos avassaladores, mas sem presença verdadeira de sentimento.
Esqueci de como é conviver a dois, de como é prazeroso descobrir ou redescobrir as coisas que agradam a ambos e de como faz bem a troca diária de gestos repletos de bem-querer.
Quero reaprender a desejar imensamente alguém, mas não esse tipo de desejo que logo vem à mente, quando estamos sexualmente sedentos. Falo da vontade de estar com alguém de uma forma ampla, onde a cumplicidade, a afinidade, o companheirismo, enfim, tudo o que é natural numa relação verdadeira, coexistam.
Quero sentir de novo, aquela sensação inexplicável de poder se interessar intensamente por alguém e ao mesmo tempo, não ter a devida coragem de abordá-lo e se declarar.
Quero também, quando desejar o ser oposto, voltar a sentir aquele turbilhão de sensações (o rosto corar, o coração acelerar e as mãos suarem), tudo isso, só ao ouvir de leve, o nome daquela que fez despertar a paixão. Não esquecendo de mencionar nesse redemoinho, aquele friozinho na barriga e o tremer das pernas, só por pensar em estar na iminência de vê-la. É por tudo isso, que quero reaprender e vivenciar de novo, a arte de se apaixonar, com essas citadas e todas as outras nuances existentes. Pois a paixão faz com que nossas vidas, jamais sejam monótonas.

Criado em: 29/10/2007 a 22/05/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



14/06/2008 22:47
Fragmentos de uma paixonite

18/02/2008

Um semblante, um olhar, um feitiço! Desde então, com doses homeopáticas em formas de pequenos torpedos, foi impregnando todo o meu ser de devaneios. Ora românticos, ora indecentes.
A partir daquela tarde, a minha imaginação é só para ela! Toda vez que faço tal afirmação, logo em seguida, me pede detalhes precisos. Isso me faz ruborizar e aflora uma timidez, impedindo que relate com desinibição, os tais pormenores. Sei que tal curiosidade é pura traquinagem de menina travessa e sedutora, a fim apenas de me cativar ainda mais, pois já conhece esse meu jeito.
[***]

11/04/2008

Nessa imensa floresta virtual e encantada, não é difícil encontrar seres míticos em forma dos mais variados tipos de pessoas. Como também não é raro, sermos enfeitiçados pelos mesmos. Caso a experiência fora boa, nos restará uma lembrança, ainda que frágil. Mas se fora algo tenebroso, a chaga do arrependimento permanecerá aberta e a sangrar por um determinado tempo que nos parecerá eterno, em nossa consciência.
Caçador pela necessidade do momento, adentra nesse ambiente, com sentidos e instinto aguçados. Logo sente um cheiro familiar, são odores de gotículas de feromônio deixadas propositalmente para trás e que logo chegam ao cérebro mudando o desfecho inicial da caçada. Despertando com isso, um interesse inerente à espécie e há muito adormecido no predador.
Agora, impetuosidade, força e agilidade, não farão tanta diferença. Pois para se conseguir o novo propósito, serão necessários, astúcia, certos ardis e muita segurança nas ações, já que, ao menor deslize, as funções podem se inverte e assim, quem era caçador, vira caça.

[***]

16/04/2008

Hoje comecei a sentir saudades do que não fomos, pois tudo ficara só no plano da imaginação. Tal sensação fora motivada pela minha inesperada ausência do plano virtual ─ nosso elo de aproximação e ligação, isso nos tornou ainda mais distantes, a ponto de me fazer pensar no fim do que tínhamos começado a planejar.
Como conquistar confiança, sem que haja uma assiduidade no dialogar? Torna-se quase impossível, quando o único vínculo é extinguido.
Até o presente momento, só o que havia em meu ser, era uma angústia de perdê-la, não para outro, mas para sempre. Tudo contribuía para essa péssima sensação, pois até a semana transcorria lenta, como a anunciar um desfecho ruim.
Meu outrora impassível e inabalável coração, agora, fora abalado por um pequeno grande furacão de desejos. Vindo de longe, fazendo balançar sólidas estruturas em inúmeros e intermináveis devaneios.

[***]

Autor: Flavyann Dee Flaff




enviada por O Anjo Malvado !



22/01/2008 11:40
Aprendendo a lição

Hoje, recolhendo as peças que foram lançadas pela decepção, ao chão do quarto dos desejos, tentarei juntá-las e assim, encontrar a explicação que não surgiu naquele momento, que hoje, já é passado. Sei que não alterará tudo o que já sucedera ao ocorrido, mas talvez sirva para justificar a minha total falta de experiência na ocasião.
Logo após adentrarmos naquele que seria o recanto da concretização dos nossos já fantasiados desejos, não percebi o quanto acelerada estavas em relação ao que iríamos fazer. Enquanto executava os gestos iniciais, já estavas bem adiante e com tuas impetuosas incitações, fizeste com que entrasse nesse frenético ritmo e sem notar, permiti que começássemos pelas carícias que antecedem o fim. Ironia ou não, realmente, aquela ação, fora o encerramento do que mal tínhamos começado.
Aparentando uma compreensão incômoda, tanto que, por vezes, quis argumentar em relação ao fato, insistias em findar o assunto ali mesmo. Esse teu entendimento instantâneo, contrastava absurdamente com a frustração que se via em teu semblante, fazendo com que a minha descrença em tuas palavras, crescesse ainda mais.
A minha cisma fora confirmada, nos dias que sucederam o ocorrido. Pois o teu comportamento outrora receptivo e cativante, fora trocado por outro, já que eliminaste qualquer hipótese de continuidade aos nossos diálogos e me excluíste de vez do teu círculo existencial.
Ultimamente, tenho praticado um verdadeiro exercício de humildade, pois nem sempre é fácil para o ser humano, reconhecer erros. Mas hoje, assumo que fora ingênuo e inexperiente, pois não consegui enxergar que naquela pessoa, havia um ser dissimulado, indiferente e frio. Assumo também, que me deixei levar por suas insinuações perniciosas, a ponto de, também, retribuí-las. Por fim, assumo que acreditei em palavras que passavam a idéia de fidelidade e respeito em relação aquele nosso momento, quando na verdade, nada disso existira.
Desde já, não vou ficar a me autoflagelar, esperando uma improvável compaixão de quem não se compadece nem de si mesmo. Seguirei caminho distinto, aprendendo mais essa lição, a de não mais me deixar surpreender por seres que usam de meias-verdades para conseguir seus objetivos.

Criado em: 16/01/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



09/01/2008 00:43
Uma outra chance

Toda vez que via aquela imagem a me seduzir e me instigar, o libido aumentava e consumia o meu ser. Era tanta expectativa em vê mais e mais, que perdia horas preciosas de sono e, nem percebia que corria o risco de virar obsessão, tamanha era a vontade de estar direto a observá-la.
A desinibição daquele ser era tanta, que me fazia fantasiar cenas de uma provável realidade. Esta, sem conhecimento prévio, logo seria concretizada.
Em curto espaço de tempo, o que já era sentido e trocado virtualmente, fora acertado para ser convertido na mais pura e prazerosa realidade. Depois de decidido e realizado o encontro, tudo fora fluindo bem. Estando a sós, os desejos foram tomando formas, cheiros, força e sons. Foram palavras, gestos, afagos, beijos, abraços, suspiros e lambidas.
No ápice do vivenciar dos desejos, carícias orais foram feitas e o gozo no outro, logo chegara. Mas não se sabe como ou o porquê, aquele fogo que desde o início de tudo, ardia, se esvaiu, deixando ambos sem graça. A ponto de um indesejável desânimo, preencher o ambiente e os seres, ali presentes. Logo em seguida ao desencanto, cada um seguiu seu caminho, um com uma indisfarçável frustração e o outro, com a esperança de ainda ter um novo encontro, só para compensar o que não fora tão agradável.

Criado em: 08/01/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



18/11/2007 18:45
Procuro um amor

Procuro um amor, mas não precisa ser, rotineiramente, verdadeiro. Basta que seja, apenas, algumas vezes;
Procuro um amor, não necessita ser um amor perfeito, mas que seja, pelo menos, uma boa companhia;
Procuro um amor, não para que seja eterno. Mas que seja, enquanto durar. Já dizia o poetinha;
Procuro um amor, não para ser meu. Mas que, pelo menos, dê de volta, tudo aquilo que de bom, receber;
Procuro um amor, não para me acorrentar. Mas que, às vezes, me mostre os limites necessários para mantê-lo;
Procuro um amor, não precisa, necessariamente, estar sempre presente. Mas que, pelo menos, compareça nas horas em que a solidão e a carência, me afligirem. Pois nessa hora, é sempre bom, ter uma agradável companhia;
Procuro um amor, que não necessite escrever em todas as páginas que encontrar, que me ama. Mas que, pelo menos, quando a saudade apertar, me mande cartas cheias de ternura;
Procuro um amor, não para aprisioná-lo. Pois amor assim acaba se esquecendo da gente, só para pensar na liberdade. Com isso, acaba praticando fugas  traições imperdoáveis.
Enfim, procuro um amor que seja nosso; que nos dê liberdade; que nos seja sempre recíproco; que nos seja companheiro e que nos faça crescer enquanto ser humano.

Criado em: 01/09/2000 Autor: Flavyann Dee Flaff


enviada por O Anjo Malvado !



27/10/2007 23:50
A rua das “damas de caridade”

Numa rua onde as “moças” ficam sempre nas portas e nas janelas de seus lares virtuais, a instigar a parte mais profana de imprevisíveis passantes. A decência passa com uma hipócrita vergonha, pois no seu intimo, sente seus desejos provocados, afinal, ela também os tem e, por isso, se sentir igualmente tentada, é algo inevitável.
Nessa rua, a devassidão se deita e se deleita em leitos semelhantes ─ verdadeiras propriedades privadas, também de sentimentos. “Senhores do pedaço”, os cafetões, as cafetinas e afins, estão sempre a fim de lucrarem o vil metal, a todo custo alheio e até à força, se necessário.
Rua onde o descuido pode gerar problemas econômicos, sociais e físicos. Mas apesar de tantos riscos, não faltam quem recorra a ela para saciar diversos e distintos desejos acumulados e já à flor da pele.
São “moças” na idade, mas bem maduras nessa atividade. Fazem diuturnamente, seus auto-sacrifícios, sempre em favor do desfrute alheio. Nessa rua, existem inúmeras delas, todas bem distintas, mas tendo o mesmo propósito, que é o de fazer a “caridade” àqueles que as procuram.

Criado em: 02/10/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



13/10/2007 21:03
Do silêncio

É no silenciar das coisas, das palavras e dos fenômenos naturais, que o pensamento voa longe, na vã tentativa de alcançar aqueles que se foram e nos deixaram lembranças que alimentam a saudade que deles sentimos. Tudo isso acontece, motivado por uma ausência ferina desses mesmos no nosso cotidiano e que vive a nos consumir nas ocasiões em que a depressão nos invade.
No retorno dessa viagem insólita, traz consigo, sensações confusas, sintomas da decepção sentida. Já que não chegara ao objetivo desejado nessa jornada, que bem poderia ser comparada à ida até o fim do horizonte.
O silêncio segue intermitente nessa vida amarga afora, sem que se consiga encontrar uma justificativa para o mesmo. Coisa que oprime o ser vivente, fazendo-o se angustiar constantemente.
Noutra vez, após essa frustrada viagem exterior, na tentativa vã de alcançar aqueles que já se foram. O silêncio volta a nos proporcionar uma outra viagem, só que agora, rumo ao nosso interior, lá de onde tudo parte. Nela, remoemos o passado com o intuito de entendermos o presente, para que assim, possamos preparar corretamente, um projeto de um futuro agradável e real para nossas vidas.
É no nosso interior que sobram recordações, muitas delas, nem sempre, nos trazem sensações aprazíveis. Mas até estas, têm seu valor, já que nos fazem lembrar de que não podemos repetir os mesmos erros, sob pena de permanecermos nessa semelhante situação em que estamos.
Seria o desabafo um meio salutar para se pôr fim a esse sofrer? Se assim for, que clamemos pela volta das palavras para que formemos frases inteiras, capazes de quebrar esse constante silêncio que tanto nos oprime, em certos momentos de nossas vidas.

Criado em: 22/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



07/10/2007 21:02
Dúvidas pós-prazer fácil

O tesão é como a esperança, não morre nunca, se renovando em cada novo ser! Assim vamos, de uma forma avassaladora, nos relacionando com várias pessoas, onde apenas conhecemos as caras, já que nunca chegaremos a conhecer seus corações. Pois sempre depois do ato, só lembramos de despachar o outro e nada mais.
É algo tão instintivo, a forma como fazemos os contatos, que palavras só são trocadas para ajustar o que logo será feito. Em seguida, são novamente proferidas, com o único propósito de nos despedirmos.
Renovam-se os seres e novas experiências são vividas, mas a sensação pós-satisfação, ainda continua sendo a de um grande e desconfortável vazio. É como se obtivéssemos o ônus, logo em seguida ao recebimento e usufruto do bônus, só que, sem aquele intervalo natural para saborear o prazer da conquista.
Cessará um dia, tamanha angústia? Teremos que, porventura, darmos um tempo no curso natural dos nossos desejos? Ou devemos seguir nos satisfazendo, até que o tal entendimento, nos chegue? São dúvidas que sempre nos assolarão, tão logo, esses fáceis prazeres, nos causem satisfação.

Criado em: 21/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



30/09/2007 22:07
Vencer a si mesmo

Eis que sem lutar nenhuma grande batalha, cai, agonizando, o guerreiro. Corpo dorido, lágrimas no rosto sofrido e com murmúrios indecifráveis nos lábios trêmulos; é assim, pouco a pouco, que vai sendo minada a essência de sua pífia existência.
Após findar esse tempo presente e a sua plebéia vida, nada restará a ser dito. Apenas comentários incertos, distintos e, em grande parte, maldosos, serão ouvidos por aqueles que o cercavam. Ao ouvi-los, todos os demais, logo de cara, o julgarão e o condenarão. Jogando-o numa sarjeta, de onde sempre escapava, devido a meros detalhes de sua simplória realidade.
A sua ausência não será sentida, pois para a maioria, ele nada representava. Lembranças suas só existirão, fortuitamente, na cabeça de algumas raríssimas pessoas. Sendo todas, ao passar de curto espaço de tempo, inevitavelmente, levadas ao ostracismo.
Enquanto o tempo entre a sua agonia e a sua morte, não se consome. Ainda lhe resta esse meio-termo para lutar o tão desejado grande conflito, que bem poderá ser o primeiro e último. Mas não será um combate comum, onde soldado e oponente, são pessoas distintas. Nesse embate, a vitória do guerreiro, só será conseguida, derrotando a si mesmo. Pois apenas desse desfecho, dependerá a sua sobrevivência.

Criado em: 10/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



21/09/2007 23:55
Força interior

Nesse instante, lágrimas rolam na face de alguém que sofre. Mais uma vida vazia, devido a uma existência sem sentido.
Para ele, as horas passam como a areia de uma ampulheta, apenas para cumprir a formalidade de marcar o tempo, nada mais. Tempo de aflição e de esperança perdida, onde cada girar dos ponteiros, certifica mais uma dor sentida.
Esse alguém, chaga aberta no peito, agoniza solitário num recanto qualquer desse país. Não há sistema de saúde no mundo que o faça voltar a ser são, pois quem convalesce não é o seu corpo, mas seu espírito.
Por pensar que já é um caso perdido, ninguém o auxiliará. Caberá apenas a si próprio, crer numa cura e se esforçar para tanto. Tendo como mola impulsionadora, apenas a sua força interior. Mas estando ciente de que esta precisa ser renovada o mais rápido possível, para que o tal milagre da fênix aconteça.

Criado em: 07/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



14/09/2007 17:50
A solução

Que mundo estranho de gente esquisita, onde o aglomerar de pessoas, não significa concretamente que elas não estejam sozinhas.
Numa casa, duas almas coabitam, mas continuam a se sentir solitárias. Cada uma com seus conflitos interiores e, apesar dos diálogos, escassos, é bem verdade, nunca os revelam uma a outra. Guardam para si, como se fora uma forma de autocondenação.
Solidões que juntas, nunca se completam a ponto de se findarem. Pelo contrário, só vivem a se irritar uma com a outra, até aumentar e causar uma angústia profunda naqueles que são seus possuidores.
Dois templos vazios, devido a sentimentos, sonhos e esperanças frustradas. Habitáculos grandiosos, agora propícios à estadia perene da amargura.
O tempo, nesse caso, mesmo passando lépido, não ajuda a cicatrizar e, muito menos, a amenizar tal fase sofrida. Apenas faz aumentar a sensação de que esse sofrer, seja eterno.
Sem deixar rastros (rancores), pois não existem motivos para a existência dos mesmos, já que sempre foram feitos esforços para um bom entendimento. Talvez esteja a solução desse impasse existencial, numa eventual partida de cada uma delas, rumo àquilo que há muito os seus corações ansiavam, mas que nunca tiveram força ou motivação para ir buscar. Deixando para trás, todas as aflições sofridas, tendo o intuito de recuperar o tempo que tanto perderam.

Criado em: 07/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff






enviada por O Anjo Malvado !



04/09/2007 21:03
O valor do meu amor por você

Pensei em escrever algumas palavras sobre a sua pessoa, mas em minha mente, nada surgia. Havia uma vontade imensa de falar do seu beijo; do seu abraço aconchegante; da sua voz meiga; do seu atraente perfume e, por fim, do seu cativante olhar. Mas apesar de tudo isso me consumir, frases teimavam em não querer brotar.
Minutos se passaram velozes e, rapidamente, se fez horas. Ao ver a folha ainda em branco, uma angústia invadiu meu ser e lágrimas brotaram no meu tristonho semblante. Refeito, olhei e vi a folha agora manchada. Uma alegria inesperada me invadiu, motivada pela certeza de que o meu amor por você, vale mais do que todas as palavras que eu, em vão, tentara colocar no papel. Ele vale lágrimas de adoração.

Criado em: 24/03/1995 Autor: Flavyann Dee Flaff

*Originalmente postado em 2003.


enviada por O Anjo Malvado !



10/08/2007 22:29
Parábola do julgamento final

Um professor inicia a explicação dos dez tópicos mais importantes de uma matéria, para vários e distintos alunos, ao término, passa um teste composto de duas questões. Sendo que, das duas, apenas uma, deverá ser respondida e, logo em seguida, sai da sala, largando os alunos a sós. Deixando, implicitamente, para todos, que a singularidade é o que prevalecerá nessa avaliação, portanto, não terão a devida importância, as respostas iguais – sinal de falta de comprometimento com o que fora exposto.

Glossário:


O professor: O Mestre;
Os dez tópicos mais importantes: a tábua da redenção (Os dez Mandamentos);
Os alunos: a humanidade;
A matéria: o caminho pra salvação;
O teste: a própria vida;
A escolha entre as duas questões: o livre arbítrio;
As duas questões: o bem e o mal;
O sair da sala pelo professor: a confiança do Mestre em seus pupilos;
O prevalecer da singularidade: o julgamento individualizado das ações pelo Mestre.


Criado em: 06/08/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



06/07/2007 20:07
Percepção tardia

Sem saber que o amor que tanto aguardara, de repente, viria assim, em forma de uma paixão adolescente. Fora o tratando despretensiosamente, como algo passageiro e pueril. Assim, pouco ousava, doando-se apenas o suficiente para manter aquela companhia por perto. Mal se dando conta que, com essa sua atitude, estaria a causar uma grande transformação naquilo que tanto esperara, ação que deixaria uma profunda marca em sua vida.
Com a mesma inesperada rapidez com que a companheira se encantara, se desencantando fora. Quando ele percebera que não era só uma paixão adolescente, o que estava a vivenciar, mas sim, o amor que tanto sonhara, já se fazia tarde. Pois só o que havia agora, era a existência de uma crescente indiferença para com o seu ser.
Uma seqüência de momentos ruins se sucedera, mas ainda resistiria nele, uma insegura e efêmera esperança. O suficiente para faze-lo cometer um ato que, outrora, seria impensável para o mesmo. Porém, diante do que já começara a sentir, não veria outra solução. De nada adiantara! Primeiramente, só obteve o silêncio como resposta, para em seguida, por uma preposta boca, ouvir a tão indesejada rejeição. Logo seu peito doeu e seu coração sangrou, como um marlin azul, o sangue que corria, faria todo o seu ser ficar amargo.
O tempo passara, mas a cada vez que via aquele ser pré-adolescente, a ferida voltava a sangrar. A cura só seria alcançada alguns anos mais tarde, porém, a lembrança de alguns raros e bons momentos, ainda permaneceria viva, como a querer dizer que tudo poderia ter sido diferente.

Criado em: 17/06/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



25/06/2007 00:02
Do grande guerreiro

Uma vida sem lutas estraga qualquer jovem guerreiro, pois é sempre no fervor dos combates que se forjam e se aprimoram as habilidades de um combatente, que deve estar continuamente pronto para um possível conflito. Uma tranqüilidade perene só é bem-vinda, quando já se foram vencidas todas as batalhas, aí então, é chegada a hora do descanso merecido do soldado.
Quando as lutas não são algo presente na vivência do guerreiro, as suas habilidades não são testadas e assim, logo surgem pensamentos nocivos a sua constante concentração. São tantos e tão repetitivos, que chegam a fazê-lo fraquejar, deixando-o inseguro perante a qualquer insignificante situação do seu cotidiano. Nesse instante, ele percebe que começara um combate sem motivo aparente, apenas levado por sua inexperiência, fruto da inexistência de conflitos em sua vida.
Nesse campo virtual de batalha, o guerreiro percebe que está sozinho, pois essa é uma luta particular contra um inimigo bem pessoal. Já que o medo, com suas inúmeras variações, o invadiu com sua própria permissão. Adversário ardiloso que se infiltra sorrateiramente nas fortificações inimigas e com suas táticas terroristas, vai minando paulatinamente as forças do inexperiente oponente. O guerreiro para vencer tal combate, tem que está verdadeiramente convicto de suas habilidades, mesmo que ainda não as tenha posto em prova, pois basta um mínimo de hesitação e o medo o consumirá.
Para o grande guerreiro, em sua mente, todo combate já fora vencido, antes mesmo de acontecer. Pois essa é a filosofia de um magnífico vencedor.

Criado em: 18/06/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



09/06/2007 16:02

Des(esperado)inspirado

Meu estado é grave, ou melhor, é gravíssimo! Acometido por uma fase complicada, motivada por fatores diversos e alheios, mas que podem causar conseqüências devastadoras num ser sensível aos acontecimentos que tocam a alma.
Ando sem ânimo, irritado e descrente de uma virada que altere essa fase. Pois percebo que os acontecimentos conspiram contra mim, já que andam se resumindo a mera rotina diária, que não é lá grande coisa, posto que é imensamente insípida ¾ sem graça mesmo. Será que terei que chegar a ponto de forçar uma situação para que a inspiração volte a me invadir? Será que terei que realizar a grandiosa mágica ilusionista de fazer desse meu mundinho de acontecimentos irrelevantes, num coquetel Molotov para incendiar definitivamente a inspiração em mim? Diante de tais questionamentos, tenho a confirmação de que, realmente, estou desesperado, ou melhor, desinspirado ao extremo.
Toda essa situação desinspiradora me angustia! Tento em vão, escrever textos concisos, como sempre os fiz, mas nem consigo criá-los e quando os faço, não os concluo e, assim, inacabados. Tornam-se fragmentos ¾ retratos fiéis da imensa aflição que me perturba, já que estou impossibilitado de executar a magia de expor em palavras, a tradução quase fiel daquilo que sinto, quando interagem comigo, todos os acontecimentos pessoais e os alheios, bem como, tudo o que faz parte da nossa convivência terrena e espiritual. Mas não serei como os pessimistas, já que estes são amargos demais e nem tão pouco, serei como os otimistas, pois estes são demasiados ingênuos. Serei então, como um realista convicto, pois este é conhecedor ciente dos obstáculos necessários para se conseguir uma mudança. Sendo assim, tenho total consciência de que as dificuldades existem, mas conseguirei superá-las, fazendo dessa imensa e quase infindável fase, que é a falta de inspiração, num pequeno epílogo de um período efêmero de minha existência.

Criado em: 03/06/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



06/04/2007 16:22
Do julgamento humano

Eis que alguém do nada começa a acusar um outro de eterno pecador, logo uma multidão se forma em volta de ambos. O provocador, empolgado com tamanha platéia, coloca novos pontos no conto das acusações que profere, enquanto que o outro, em vão, pois a urbe já demonstra ter feito a sua escolha, tenta expor suas explicações e justificativas.
No fervor do insípido diálogo, já que apenas um é senhor dos fatos, alguém sugere o apedrejamento público, pois assim, manda a lei. Regra esta, que não serve para punir os donos de posses e que usufruem entre os poderosos, de imenso prestígio, pois estamos numa “nova” sociedade. Mas como outrora, surge um defensor a bradar em alto e bom som: quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra. Como, apesar de estarmos vivendo em novos tempos, a humanidade ainda não quis aprender com essa e tantas outras nobres lições nos dada por um Alguém, o desfecho se fez diferente daquele século.
O silêncio fora o mesmo, mas eis que um passante, atira a primária pedra e o que se vê em seguida, é o retrato fiel do quanto a humanidade banalizou a relação com seu próximo, ocasionando, com isso, a derrota de si mesmo. Os demais, alguns por impulso ou condicionamento; outros por não terem a capacidade de formarem opinião própria ou até mesmo, por maldade, deram a continuidade fatal ao gesto “naturalmente” automático daqueles que pensam que podem julgar e condenar seu semelhante, sem que tal ato, lhes traga conseqüências futuras. Consumada a execração, recolhe-se o corpo desfigurado para dar aos vermes. O tempo passará e outros atos absurdos, farão desse, mais uma estória para contar.

Criado em: 06/04/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



23/03/2007 17:53
De um amor perdido

Involuntariamente, escolhera o caminho dos desejos fugidios, pois assim que se sentia saciado, o outro nada mais lhe acrescentava. Por muito tempo permanecera assim, com os olhos vendados, já que nada percebia, além do que o seu corpo sentia e lhe mostrava.
Durante todo esse tempo, numa única vez, sentira algo diferente do habitual, uma coisa que não sabia como explicar e nem como lhe dar, já que nunca vivenciara tal situação. Preferiu pensar que era uma cisma passageira, não permitindo que a curiosidade e a empolgação, lhes invadisse.
O tempo passara lépido e uma certa vez, estando sozinho e a pensar, uma lembrança lhe veio perturbar. Era aquela mesma sensação que outrora lhe incomodara, só que agora, viera acompanhada pela imagem de alguém. Tinha uma vaga lembrança do mesmo, mas a mente insistia em mostrar tal ser, como a querer resgatar uma página de sua vida, que se perdera lá atrás. Paulatinamente, como numa seqüência, fragmentos de fatos passados, vieram à tona, montando um contexto que não lhe era, realmente, tão desconhecido.
Durante todo o tempo em que estivera cego pela venda dos desejos fugidios, não percebera que alguém lhe observara com os olhos do amor. Alguém belo, não só de uma aparência fugaz, transitória, mas também, em palavras, gestos e ações. Como este ser nunca tivera um ínfimo sinal de reciprocidade, se manteve sempre à espera do mesmo, até que, percebera que nunca o teria. Então, já desesperançado e desiludido, partiu, para não mais sofrer por esse amor mal correspondido.
Como toda essa lembrança viera, de repente, também se fora. Então, ele se dera conta que perdera a chance de desfrutar mutuamente de um sentimento que, por ser especial, era único. Lágrimas jorraram em sua face abaixo, esvaziando o coração de uma dor que o preenchera, assim que percebeu a grandeza e o valor do amor que perdera.

Criado em: 21/03/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



15/03/2007 21:02
Uma nova chance – a última batalha

Hoje um guerreiro quase espartano, se despiu de sua armadura e levando as mãos à cabeça, retirou o elmo e caiu em copioso pranto (como uma carpideira em pleno ofício). Ele não era um dos 300, pois se assim o fosse, já há muito, teria perecido. Mas é um dentre os outros milhões de soldados, que vivem a se lamentar da má sorte que o destino lhes confiara. Já que durante os inúmeros combates enfrentados, a derrota sempre fora iminente.
A dor de seguidos fracassos em campanha lhe dilacera mais que quaisquer lâminas inimigas, pois lhe fere a alma e cicatrizes internas, num combatente ativo, quase não saram de verdade, ficam a incomodar por todo sempre.
Esse guerreiro, homem já feito, chora, não por todas as derrotas sofridas, mas por uma em particular. Aquela que mudaria a sua vida, levando-o a um rumo seguro. Esta sim é a derrota mais humilhante e que, até hoje, faz seu peito sangrar, toda vez, que a lembrança da mesma, lhe chega à mente.
Ele é um eterno ferido de guerra, coisa que não o faz ficar fora de combate. Mas sendo já, um quase veterano cão-de-guerra, adquiriu, contra a sua vontade, alguns traumas. Esses, muitas vezes, o faz inseguro diante de novos combates, onde a menor hesitação, faz uma grande diferença entre a vitória e a derrota. Mas quem sabe, antes mesmo da sua derradeira hora nesse mundo, ele tenha uma nova chance de mudar a sua vida, em forma daquilo que o mesmo mais conhece, de uma última batalha. Só que agora, ele sendo mais capaz, já que outrora, não fora. Sairá vencedor e enfim, obterá o descanso e a cura merecida para aquele mal que tanto o consome até hoje, que é o de não ter vencido a “grande” guerra de sua vida.

Criado em: 13/03/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



08/03/2007 21:01
Fantasia de carnaval

Jamais pensara que, certo conjunto de acontecimentos inesperados, o qual denominamos, desde quando pensávamos em querer entendê-lo, de destino. Pudesse também, reger o que não existe ou o que não passa de um mero croqui da realidade cotidiana.
Eu mesmo não teria pensado em data mais propícia que esta, para que o enredo fluísse tão harmoniosamente com o momento presente. Mas o tal destino, quis reviver antigas estórias momescas, onde personagens se apaixonavam por outros em festas coloridas e alegres.
Nesse atual período de festa pagã, folião que não sou, permaneci em meu retiro doméstico. Por reflexo, como a querer passar o tempo ocioso, adentrei no mundo irreal da Internet, onde, inconscientemente, nos fantasiamos com codinomes diversos e distintos. Então, nada mais oportuno, que estar a caráter e, lá fui de Arlequim do amor, visitando os salões virtuais (chats) onde outras tantas pessoas com suas fantasias (codinomes) estavam.
Findei por conhecer alguém que se escondia sob a fantasia de Flor de Liz e embalados pelas marchinhas alegres da curiosidade e do desejo, dançamos. Também empolgados pelas melodias do instante, fomos falando sobre inspirações perdidas e sentimentos guardados. Com o insinuar da chegada da madrugada, nos despedimos, sem fazermos promessa de novo encontro.
Já era o penúltimo dia de momo, quando, novamente, entrei nos salões virtuais, mas para não tirar o encanto do fantasiar, troquei de alegoria e usei a de Caçador de Corações. Já inserido no ambiente, alguém se aproxima e puxa conversa, não me fiz de rogado e respondi com a devida atenção. Ela tinha a fantasia de Lua de Primavera, a conversa estava tão agradável que a achei muito familiar, a ponto do pensamento associá-la a alguém que conversara na primeira noite de carnaval. Mas como eu estava de nova fantasia e assim, logo de cara, ela não me reconheceria, comecei a insinuar um assunto em comum com ambas às pessoas e dessa forma, acabamos nos reconhecendo. Então, falamos da coincidência, de alguns assuntos que mais pareciam acontecimentos cósmicos e na balada da casualidade, celebramos o que pensávamos ser a vitória do destino. E embriagados pelo néctar das insinuações e das promessas, fomos nos despedindo.
Como todos sabem, o período momesco se finda sempre em cinzas. E como a fênix é só um mito, nada renascerá desse pó, como mais à frente, isso veio a se confirmar. Pois tudo não passara de uma fantasia de diversos tons e formatos, onde ambos, levados pelo ambiente e pelos aperitivos dos sentimentos, se permitiram falar e insinuar coisas inconsistentes, já que as respectivas conseqüências, nunca foram pesadas e medidas.

Criado em: 19/02/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



28/02/2007 20:46
Ladainha

Chuva que cai.
Lágrima do sofrer que cai.
Chuva cai na terra.
Lágrima do sofrer cai no corpo.
Chuva que cai.
Lágrima do sofrer que cai.
Chuva que cai na terra, fecunda.
Lágrima do sofrer que cai no corpo, encharca.
Chuva fecunda a esperança de vida da semente.
Lágrima do sofrer encharca, apodrecendo a esperança de conforto da alma.
Chuva que cai.
Lágrima do sofrer que cai.
Chuva que cessa, vida renascida, ciclo que segue, certeza de fartura sempre presente.
Lágrima do sofrer que cessa, incertezas perenes na vida, ciclo que segue, inconstância de tempo bom sempre presente.

Criado em: 28/02/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

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09/02/2007 21:07
Resgate da inspiração

Essa imobilidade intermitente da pena do poeta, dá pena. Pois é o calar do som maior – a voz interior, é ela que brada com expressividade, a angústia sentida e, muitas vezes, guardada; o amor almejado ou desprezado; a saudade pujante, enfim, as coisas do jeito que o coração e a consciência vêem.
Esse parar, eterno enquanto dure, parece antecipar a morte da inspiração, que há muito, já anda moribunda. Em alguns lampejos de sobrevida, umas poucas palavras surgiam, dando a falsa impressão que, como a fênix, imortal que é, ressurgiria mais viva do que nunca estivera.
Nesse penoso embate entre a vida e a morte, ninguém a socorrê-lo. Até a musa, companheira fiel (já não sei se é mais), o abandonara. Outros recursos também cessaram, pois acontecimentos amorosos, políticos e do cotidiano, não mais ocorreram durante esse crucial momento. Fazendo-o, mesmo que a contragosto, ceder aos pensamentos de desesperança por parecer não haver mais saída. O poeta então, baixa a cabeça, quando o peso do desânimo parece esmagá-lo, eis que, como um bicho faminto que sem trégua, luta por sua sobrevivência. Faz de todo esse contexto, uma fonte de vida para a inspiração e ela, agradecida, o faz escrever mais essas novas linhas como a celebrar esse presente resgate.

Criado em: 07/02/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

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04/02/2007 22:56



Eis que observo a vida com olhos de caçador.
enviada por O Anjo Malvado !



09/01/2007 16:45
Novo rumo

Fiquei magoado contigo, pois me largou sem porquê, deixando-me à deriva. Como entender uma decisão baseada em nada, tomada de súbito. É como flecha ninja que atinge o peito em cheio, vinda de não sei onde, cumprindo apenas, o seu objetivo mortal.
Por um bom tempo, a minha vida foi remoer tal atitude, mero desespero de quem não soube aceitar o acontecido. Coisa que superei não sei como, mas como aqui se vê, deixou cicatriz.
Onde estais? Como estais? Será que devo saber? Melhor me bastar em saber que ainda és ser vivente, se ferindo ou se amando outros corações, isso pouco importa. Pois já sigo caminho distinto e bem seguro de tuas garras.

Criado em: 09/01/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



27/12/2006 02:20
Libertação

Sempre lutei e relutei em tirar do pensamento a tua figura, pois ainda resistia em mim, um pouco da esperança em consumar aquele beijo que ficou por ser dado. Isso sempre se fez presente em todas as vezes, que ouvia falar de ti ou que visse uma foto tua.
Hoje já não estou tão seguro de que devo mantê-la na lembrança, pois reconheço que as realidades são bem distintas e que, não mais me atreveria a novamente, fazer parte da sua. Porquê percebo que não satisfaria os teus anseios, já que eles sofreram enormes mutações.
Desde já, terei que prometer a mim mesmo, que não mais me abalarei ao ouvir teu nome ou quando ver alguma foto tua. Tudo isso, só para dissipar essa falsa esperança que tanto alimentava e que tanto me prendia a algo que já não mais fazia sentido. Libertando assim, todo o meu ser para um novo caminhar.

Criado em: 25/12/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



01/12/2006 17:38
Uma homenagem a você como presente

Quando nascemos, a alegria foi em dobro, pois era uma gestação de gêmeos. Fora exatamente nessa data, há alguns anos atrás, que conhecera a pessoa mais especial de toda a minha vida. Mesmo sem ter ainda o discernimento das coisas, pois estava em estado de estranhamento desse novo lugar, já sentia o imenso amor que desse ser, emanava.
Ao longo de uma convivência maravilhosa, terna e enriquecedora, fui descobrindo que a sua estatura, em nada refletia a imensidão de pessoa que ela era.
Eternamente engajada no seu “dever” de mãe, pois não havia um peso de obrigação, mas sempre de satisfação e de realização. Foi constantemente zelosa para com os seus rebentos, sem nunca faltar com o amor, a atenção e a educação, criando todos como iguais.
Chega um tempo na vida, em que os filhos têm e precisam se apartar dos pais, atitude necessária para o crescimento de todos. Todos sofrem, mas é a mãe que sempre sente o aperto maior no coração, mesmo ciente que isso é a regra da vida. No meu caso, quis o destino ou Deus, não sei o certo, poupar a minha genitora de tal sofrer e a levou ao seu encontro. Justamente nessa data, onde hoje, celebro mais um ano de vida, por isso, o presente que me dou, é poder homenagear aquela que há tempos atrás, me concedeu o maior e melhor presente do mundo, que é a oportunidade de desfrutar esse grandioso tesouro chamado vida.

Criado em: 01/12/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff


enviada por O Anjo Malvado !



13/11/2006 23:55
De uma paixão inacabada

Ainda hoje lamento o que, entre nós, não acontecera. Angustio-me em pensar que não experimentara o seu beijo, que não sentira o calor do seu abraço e que não vivenciara o sentimento que, naquela época, aparentávamos ter.
Hoje, sou todo arrependimento – retrato de quem bem não soube aproveitar a rara oportunidade dada pelo destino. Então, o que fazer para sarar essa ferida que mais parece um câncer a corroer-me a alma, num sofrimento contínuo? Muito tentei me curar, deitando em leitos estranhos com indivíduos idem, mas que apenas teve os efeitos enganosos do analgésico, que nos dá a falsa sensação do alívio definitivo. Maquiando a doença ainda pulsante, dentro de nós.
Esquecer alguém que insinuara e deixara algo por realizar, despertando assim, desejos que só cessariam, se saciados fossem, é muito complicado para um ser, constantemente, em estado rotativo de solidão e de carência. Por isso, é que até hoje, sofro ao saber alguma notícia sua, pois sei que jamais voltarás à minha convivência diária e nem tão pouco, retornarás, só para acabar o que insinuaste e deixaste por realizar.

Criado em: 11/11/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



30/10/2006 22:05
Uma pausa para renovar

Nesse momento de ausência, onde a falta de inspiração foi a causa principal, mas não a única. A vida segue em ritmo normal, estado esse, que as vezes, entedia, porque é sempre bom, que algo abale as estruturas da mesma por um certo período, já que a mesmice leva ao comodismo, que incentiva o ócio do mecanismo de reação que cada um possui.
Uma tsunami até que cairia bem nesse mar de tranqüilidade em que se encontram certas vidas. Tranqüilidade ruim e aparente, pois não representa a realidade cotidiana, já que se têm necessidades inerentes ao viver humano. Mas nada que uma agitação como esta, não possa reverter. Já que é na provação, que o homem se fortalece e, se assim, não acontece, significa que ele já caiu em ruína.
Estando nós em aflição, teríamos que assumir a responsabilidade de, como o titã Atlas – ser mitológico, pôr nossos mundos nas costas para não vê-los desabar e se espatifarem no chão do fracasso. Estimulando assim, a nossa força interior de reverter quadros desfavoráveis.
Na vida sempre ocorrerão derrotas, só que estas, sempre revigoram as forças daqueles que ainda perseveram, para um novo combate. Coisa que não acontece quando se fracassa, pois já não há mais ânimo para lutar, expressando a total exaustão de nossas forças.
Diante dessa momentânea reflexão, a ausência de outrora, se faz terminada. Mas ainda seguiremos em busca de uma nova e longeva motivação para mais escrever e melhor viver.

Criado em: 30/ 10/ 2006 Autor: Flavyann Dee Flaff


enviada por O Anjo Malvado !



09/09/2006 20:57
Transformação pela leitura

Quando a necessidade obriga o homem a labutar cedo demais, o entendimento das coisas ao redor, fica parcialmente restrito. E assim, ele se torna mais um, nessa imensa massa de manobra usada para os mais vis interesses.
Ele vive, mas não participa. Executa, mas não questiona. Escuta e aceita, mas não discorda. No final de tudo, se reconhece como sendo, apenas, só um mero figurante nesse contexto social discriminatório desse país.
O tempo passa e ele vai adquirindo conhecimentos de vida, mas sem o devido entendimento de sua causa e efeito. Nesse momento, percebe que necessita de conhecer o porquê das coisas e decide retomar o ofício de aprendiz. Pois com o devido domínio da escrita, se abrirão as portas da leitura e, assim, ambas em perfeita sintonia, concorrerão para o seu pleno entendimento de tudo que rege o mundo ao derredor.
No início, seguirá ajudado pelo saber alheio, mas logo estará a desvendar as maravilhas do conhecimento, apenas com suas próprias convicções. Pois a leitura “dá cores” às visões daqueles que a domina. A partir daí, se tornará um participante ativo desse processo transformador, oriundo do conhecimento adquirido através da leitura.

Criado em: 28/08/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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13/08/2006 22:31
A incapacidade de mudar do voto

Andam propagando aos quatro cantos do país, que o voto é a arma do cidadão! Como se o mesmo tivesse algum poder perante as verdadeiras quadrilhas organizadas, instaladas nas sedes dos três poderes.
Todo político por bom que seja, jamais chegará a ser um “santo”, pois mesmo em suas mais ínfimas ações, sempre prevalecerá o seu interesse particular. Isso explica porque nem todo empresário pode ser um ótimo político, já o oposto, é, com toda certeza, mais provável.
Sempre faremos essa pergunta que parece não ter resposta: será mesmo que votar implica na melhoria dessa secular e corrupta classe política? A única certeza que temos, é que o voto muda apenas as pessoas, mas nunca mudará a consciência usurpadora dos bens públicos, que impera na grande maioria daqueles que ocupam os gabinetes das câmaras e assembléias desse país.
De nada adiantará votar noutra sigla partidária ou mudar de candidato, pois o descaso e o desmando com a coisa pública continuarão a acontecer, com mais ou menos freqüência. O voto jamais mudará o contexto atual de fraudes, desvios e corrupção ativa ou passiva. Nem tão pouco, com esse corporativismo irresponsável e conivente que tanto contribui para a presente impunidade dessa escória política. Enquanto não houver uma milagrosa e grande mudança de consciência e de atitude dessa abominável classe política, não existirá salvação social para nós, cidadãos cumpridores de seus deveres, mas que nunca têm seus direitos reconhecidos por aqueles que criam e executam as leis.

Criado em: 05/08/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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05/08/2006 21:55
A verdade dos discursos políticos

Nas palavras proferidas pelos políticos em época de eleição ou em pleno exercício de suas funções, só existe uma verdade e, esta, infelizmente, poucos podem perceber. Já que a mesma é descrita de forma subliminar, mas podemos resumi-la em uma única frase: é a divulgação sutil dos interesses próprios que serão satisfeitos em detrimento ao bem social comum.

Criado em: 05/08/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff


enviada por O Anjo Malvado !



25/07/2006 00:25
Efeitos de uma dissimulada relação

Minha presente musa, por que teimas em me enganar com tão doces palavras, dignas de compor as mais belas trovas de amor, se tua boca não fala o mesmo idioma do teu coração? Não brinques assim comigo, meu coração não suportaria tamanha travessura, pois ele é frágil como a mais bela rosa do teu jardim.
Ah, minha esplêndida musa! Por que queres me induzir a ter esperanças numa insinuada relação, onde percebo que apenas um só coração vai amar, coração este, que sinto ser o meu?
Oh, minha inusitada musa! O encanto de tuas palavras é tão forte que acredito na ilusão de que por mim, te apaixonarás e, devido a esse devaneio, eu a ti, me deixo prender.
Ah, minha adorável musa! Acreditei que por ti, esperei a minha vida inteira, desprezando inúmeros amores, só por pensar que tu, igualmente, me desejavas. Então, quando por fim chegaste, descobri a duras penas, que perdera uma vida toda por nada. Pois vieste dizendo que nunca me amaste de verdade, que tudo fora fingimento e que eu podia ir procurando outra pessoa.
Ah, alheia e sádica musa! Como conseqüência por ter acreditado nas tuas desmedidas juras e ter devotado o meu querer somente a ti, me pego entregue a uma infinita solidão e com o peito ferido, devido ao fim que colocaste numa relação em que me fizeste pensar, existir entre nós.

Criado em: 24/07/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



09/07/2006 21:22
A complicada arte de terminar uma relação

Eis que chega o dia em que temos de nos apartar até mesmo, daqueles que nos fizeram bem! Este dia veio numa frase dita meio que de supetão, não importando se fora ele ou ela, o emissor ou o receptor. Mas apenas que a mesma soou assim: “melhor terminarmos tudo!”, logo um silêncio sepulcral imperou e, uma angustiada reflexão em ambos se instalou. Enquanto um pensava que ali se efetivava a sua liberdade, o outro só imaginava o quanto sofreria por tal perda.
Todos evitam ter que enfrentar esse dia, pois ninguém quer assumir que será o algoz do outro, já que este, geralmente, é quem mais arcará com as conseqüências ruins de tal ato. Na cabeça só há um pensamento, que é o de, mesmo ciente de que maltratará o oposto, tudo findar de uma forma satisfatoriamente racional.
O bom seria se nesse caso, existisse uma afinidade suficientemente capaz de nos fazer pressentir a estagnação da relação e assim, ao dialogar, cada um seguisse seu próprio caminho, sem muitas ou longas e desnecessárias explicações ou desculpas, que só proporcionam um mal-estar.
Desde que a humanidade começou a existir, é fato que em qualquer relação, sempre existirá aquele que se doará mais do que irá receber. Logo, insistir que o outro retribua na mesma medida, o que, espontaneamente, lhe fora dado, é demonstrar o quanto se é egoísta. Porque ninguém, mesmo que numa visão em particular, isso seja o correto, é obrigado a devolver igual ou em dobro, tudo que lhe é ofertado. Afinal, uma relação é uma troca, onde não está determinado quem dará o que ou o quanto, ao outro.
Mesmo que se queira ser sutil na abordagem do tema em questão, com o outro, tem sempre aquele que teima em fingir não entender as diversas mensagens subliminares ditas na convivência diária. Esse que não quer aceitar o fim é aquele que por carência afetiva, decepção amorosa ou por alguma obsessão sentimental, optou por se entregar de todo a uma relação que surgiu de forma eventual, esquecendo que devido a esse detalhe (eventual), já era fadada a ser breve.
Enfim, infelizmente, ainda não inventaram uma maneira eufemista, suficientemente, capaz de encerrar uma relação, sem que uma das partes, saia ferida.

Criado em: 29/05/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



29/06/2006 13:51
Sonho duvidoso

Estava recolhido em meu quarto a meia-noite, quando uma leve brisa me fez dormir. Sonhos logo ocuparam a minha mente, neles, coisas maravilhosas presenciei. Numa delas, você sorria e falava coisas belas e amáveis. Surpreso, ouvi a revelação de que tinha um amor, nesse momento, me senti o escolhido, pois o seu olhar e tais palavras, davam tal impressão.
Nesse sonho, a sua bela e sensual presença, me provocou excitação, a ponto de, quase perder de vez o meu jeito puritano. Mas algo nessa ilusão, eu não pude entender: quando me revelava que tinha um amor, a pessoa de quem falava, não era concretamente eu, ou talvez fosse, quem sabe. Tal dúvida ficou encravada em minha cabeça, pois justamente quando ouviria de quem se tratava, caí da cama e retornei à realidade.

Criado em: 15/08/1997 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



25/06/2006 20:04
O teu olhar

Não sei quando, mas realizarei o meu desejo de expressar através de gestos e de palavras, o que sinto realmente por ti. Mas tudo isso farei, sem ter de te olhar de frente, pois teu olhar me toca de um jeito tal, que fico enfeitiçado, a ponto de não poder esboçar nenhuma reação.

Criado em: **/**/1990 Autor: Flavyann Dee Flaff



enviada por O Anjo Malvado !



18/06/2006 20:13
Súbita angústia

Pensava em voltar, mas no fundo, não desejava este retorno. Dentro de mim, algo me perturbava, a ponto de me deixar nessa indecisão.
A razão fora mais forte e, por isso, não quis esse regresso. Mas o meu corpo – pobre corpo, que só pensa em saciar seus anseios carnais, ainda ansiava por ter novamente o teu ser.
Por tudo isso, muito me esforcei para escapar de um provável encontro. Mas o destino, influenciado pela carência carnal, que ainda habitava em mim, me fez dialogar contigo. Ainda nesse diálogo, tentei fugir de um já inevitável desfecho, pois percebi em teu olhar, súplicas por beijos. Nesse momento, ainda a duvidar da veracidade delas, me peguei envolvido pelos teus braços e totalmente sufocado pelos teus lábios. Logo depois, parti sem graça, pois algo ruim sentira.
Agora, torço para que o tempo logo passe e esse há muito repudiado retorno, seja desfeito. Levando junto consigo, essa súbita angústia, causada pela realização de um gesto instintivo.

Criado em: 15/04/1996 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



12/06/2006 23:16
O amor

Como já diziam: “O amor não tem data, não tem hora e nem lugar para brotar, mas quando surge, é para ficar!”
Acontece que, muitas vezes, o tratamos tão mal, que o amor vai embora aborrecido. Deixando os nossos corações vazios e a solidão, como nossa eterna companheira. Quando enfim, percebemos o nosso imenso erro, aí já foi tarde demais.

Criado em: **/**/1991 Autor: Flavyann Dee Flaff


enviada por O Anjo Malvado !



08/06/2006 19:12
Últimos passos de um suicida

Eis que no Vale das Sombras e da Morte, chega mais um novo visitante! Com passos decididos, caminha sem pressa, seu nome, ninguém sabe. O porquê dele estar ali, só o mesmo sabe, pois aos seus, nada insinuou ou comentou.
A sua aparência apresenta uma tranqüilidade rotineira àqueles que sempre fizeram parte da sua convivência, mas interiormente, uma batalha já está, praticamente, decidida. Restando apenas, seguir o script existencial de sempre, só que de forma derradeira, para que ninguém pressinta o que já está por vir.
Sobram apenas dois dias, suficientes para se despedir daqueles que, de alguma forma, lhes foram camaradas. São declarações sutis de adeus, escondido sob frases de agradecimentos. O tempo parece colaborar como se fora um mero figurante, pois voa, restando agora, apenas horas para o desfecho final de uma vida.
O semblante está sereno como nunca estivera antes, mesmo em situações de extrema calmaria existencial. Mas antes da auto-execução sumária, coloca sobre a cama, algumas folhas que escrevera dias atrás, numa vã tentativa de justificar o erro que está por cometer a si mesmo e que culminará numa condenação coletiva. Pois ele pagará num julgamento final, enquanto que os seus pagarão ainda em vida, com o sofrimento que esse ato os causará.
Chegada a hora, a serenidade fúnebre, está ainda mais fortemente presente em seu semblante. Seu coração, derradeiramente, bate em ritmo normal. Seu olhar nada mais mira, senão, o vazio de um abismo ilusório, em que irá se lançar, para nunca mais voltar. Tudo flui de forma rápida, um artefato metálico esférico, sibila breve no ar e atinge um dos seus quatro sentidos, fazendo-o insensível ao som, determinando com isso, o fim dos demais. Seu corpo, agora inerte, já não mais representa a morada de uma alma, que outrora, sentia humanamente, todas as alegrias de uma vida que nesse momento, escolhera deixar para trás.
Seu nome, apenas os mais próximos, saberão. Quanto a nós, seus semelhantes, apenas o conheceremos duma manchete de jornal e por um codinome, o suicida.

Criado em: 03/06/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

enviada por O Anjo Malvado !



04/06/2006 20:55
Menina

Nem imaginas o que me causaste, quando o teu olhar cruzou com o meu! Fizeste nascer uma imensa paixão e o meu coração, tornou-se pequeno para guardá-la.
Peço-te que venhas para dividir comigo, esta paixão que em mim, transborda. Sonho sempre com esse dia, desde que te vi. Pois quando estiveres junto a mim, reconquistarei a ingenuidade e a inocência perdidas.
Vem menina, pois o meu coração anseia por ti! Chega mais perto, que desejo te dar mil abraços e beijos. Irei dividir contigo, carinhos e carícias, em intermináveis horas de ternura. Pois só assim, é que saberás o que sente o meu carente coração.

Criado em: 07/06/1994 Autor: Flavyann Dee Flaff


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30/05/2006 19:26
A chuva e as lágrimas

Na solidão de mais uma noite, chora comigo, a natureza! Enquanto cai a chuva, rola em minha face, lágrimas de dor pela perda de alguém que eu poderia ter amado, acariciado. Enfim, ter me entregado, sem que este infame receio de ser, devidamente, correspondido, me afligisse.
A lembrança do momento em que revelaste o teu interesse por mim, me faz ficar desolado. Pois sempre adiava a realização de tal desejo que nos consumia.
Sentia-me fragilizado, toda vez que tentava transpor a barreira da insegurança e da incerteza. Não conseguia vencer o medo do que já conhecia e estava por vir. Mas não vou pensar que ficaste a me odiar por isto, pelo contrário, pensarei que me perdoaste por tal fraqueza.
Ainda chove na cidade, comparativamente, também segue úmido o meu rosto. Por isso, a chuva e as lágrimas continuarão caindo, uma do céu e a outra a rolar em minha angustiada face.

Criado em: 18/08/1996 Autor: Flavyann Dee Flaff

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21/05/2006 14:45
Quando chega a hora da verdade

Chega o dia em que você decide de forma firme e convicta, que viverá, única e exclusivamente, em função do seu próprio mundo. Mas aí, se depara com uma dura realidade, a de que seu mundo, não é “aquele mundo” que imaginava, que ele é apenas um mundinho que não faz nenhuma diferença. Portanto, a sua decisão terá que ser outra, a de se conformar ou de se revoltar contra essa época presente, onde fora forçado ou se deixara viver em função de outro (s) mundo (s).
No seu pensar, habita a vontade de mudar, mas em seu íntimo, há um forte receio a inibi-lo. Você tenta refletir, mas o peso de suas mais de três décadas vividas, sem que nenhum porto seguro, tenha erguido, o faz ainda mais hesitar. Olha ao seu redor, com olhos de apelo, mas se depara com a presente solidão dos ambientes. Perturbado, decide pelo recolhimento, mal se esquece de que, ao se recolher ferido, em vez de cicatrizar, só aumentará seu sofrimento.
Na solidão, reconhece a angústia do fracasso, caí em prantos, mas não se deixa vencer pelo desespero. Ergue a cabeça, solta um forte suspiro, mas ainda não foi o derradeiro. A cabeça parece pesar toneladas, não pelo peso físico, mas sim, pelo psicológico. Pois tem que organizar uma reação urgentemente! Ainda não pediu veementemente ajuda, não por orgulho, mas por vergonha de ter se deixado fracassar.
Essas horas que antecedem um desfecho incerto, porque nada ainda fora programado, mais parece com o passar de mil dias, tamanha é a sensação de nunca findarem. Mas eis que chegará a hora da verdade, onde o fraco não é aquele que se deixou vencer, mas sim, aquele que se deixou abater pela derrota. E desse momento, ninguém escapará, nem mesmo você!

Criado em: 21/05/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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15/05/2006 22:25
Paixão repentina

Quão bela é esta tua alva face! Nela, encontro um sorriso que me fascina, um olhar que me inflama e uma boca que me seduz.
Ao ver-te passar, por um breve momento, diante de mim. Sinto uma repentina paixão me invadir e então, o meu coração tomado por este sentimento, ignorou a insegurança e me fez querer-te.

Criado em: 22/11/1994 Autor: Flavyann Dee Flaff

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12/05/2006 00:33
Desejo-te

Tem certos dias, em que penso no teu corpo quente
e sinto assim, todo o meu peito se apertar.
Porque parece, que acontece de repente,
como querer partir, sem nunca mais voltar.
É um sentimento, cheio de pureza,
como tenho dito, é minha forma de amar.
E nisso, creio e tenho certeza,
que no meu coração, ele sempre vai morar.
Já tentei desistir, mas mesmo que eu tente,
não encontro, uma maneira de lutar.
Por isso, eu quero o teu corpo quente
para o meu coração, acalentar.

Criado em: 23/08/1989 Autor: Flavyann Dee Flaff



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02/05/2006 17:09
Você pode vencer

Há muito o semblante anda tristonho e no coração, uma dor profunda e infinita, faz morada. Motivos para tanto, existem inúmeros, mas solução, até aqui, nenhuma.
O desespero sempre bate à porta, que nunca abre, não por sabedoria ou convicção do inquilino. Mas pelo desânimo, que já o vencera e que o impede de executar o simples gesto de abri-la.
O tempo se tornou o seu carrasco-mor, pois só lhe faz sentir mais angústia, em vez de lhe trazer alguma salvação. Esse transcorrer lerdo, só lhe faz afundar ainda mais nessa realidade apocalíptica, em que ele se deixou viver.
Nunca haverá culpados para merecerem xingamentos, revoltas ou desforras. Pois intimamente, reconhece que só o que sempre existiu, foi o seu eu, este, o único e eterno culpado por essa derrocada fatal. Então, só resta a auto-tolerância, já que se auto-flagelar, em nada ajudará a transpor essa má fase, que parece ser eterna, mas que tem um fim programado. Basta-lhe apenas, que concentre todos os seus esforços para obter tal intento. Pessoas poderão ajudar, mas para vencer a si mesmo, é crucial, que use a sua força interior. Pois esta, nunca finda, apenas, por fraqueza nossa, a esquecemos num canto qualquer do nosso ser.

Criado em: 30/04/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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21/04/2006 17:27
Teu fantasma

Hoje foste embora, deixando para trás, tudo aquilo que fizemos juntos e nem sequer, disseste adeus. Na tua frente, contive as lágrimas que já teimavam em cair e, me fiz de forte.
Os dias passam rapidamente, mas a tua presença, ainda se faz marcante em minha vida. Pois, se por onde passo, alguém pronunciar o teu nome, o meu coração acelera, cismando que possas estar por perto. Em casa não é diferente, até parece que alguém está a me observar docemente.
Ao dormir, sonho contigo ao meu lado, mesmo sabendo que há muito, já estais longe de mim. Mas o incrível é que, ao acordar, sinto que o quarto está totalmente impregnado pelo teu perfume. Então, amanheço feliz e esperançoso, pois tenho comigo, a certeza de que logo retornarás e irá fazer deste teu fantasma (que é esta tua prolongada ausência), um ser real.

Criado em: 18/11/1991 Autor: Flavyann Dee Flaff



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25/03/2006 19:41
Amargo aprendizado

Porque há muito não lera as entrelinhas das tuas feiticeiras palavras! Com certeza, teria poupado horas de devaneios por ações, que só agora, percebi que nunca seriam realizadas, pois as mesmas foram apenas inventadas. Com o único propósito de me fazer passar, por apenas, um mero pseudonamorado teu.
Quantas horas desperdiçadas, crendo que tudo o que dizias, era o mais puro e verdadeiro reflexo do que sentias. Quando na verdade, era só mais uma ilusão que fiz crescer, alimentada pelo entusiasmo que a mesma me fazia sentir e isso, era o que te dava prazer, quando em minha companhia. Pois jamais tiveste outra intenção, senão, a de me fazer passar por tolo.
Hoje, sei que fui só mais uma vitima de teus muitos ardis para seduzir e que o meu sincero intuito de ser o seu legítimo namorado, fora menosprezado em detrimento de teus desejos fúteis e egoístas. Pois enquanto eu só queria a recíproca no sentimento, que julgava existir em ambos, tu só querias mesmo, era divertir, a ti e aos da tua laia, com o constrangimento que me proporcionavas, a cada encontro nosso.
Agora, mais sábio, pois até o sofrimento também nos ensina lições, sigo a vida adiante. Tendo a plena certeza de que uma verdadeira conquista, não é só feita por palavras ternas que, quase sempre, são pré-fabricadas. Mas também, por reais ações de afeição e de companheirismo, demonstradas num convívio diário.

Criado em: 25/03/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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06/03/2006 22:58
Pela informalidade de uma paixão

Nunca assuma que sou a sua paixão de forma convicta! Pois prefiro que continue na eterna dúvida, porquê é nela, que nos entendemos muito bem.
É na ansiedade de obter uma certeza, que cometemos os maiores e mais prazerosos atos. Fazemos tudo para que o outro se agrade e nessa ação natural, quase inconsciente, praticamos o gesto mágico do dar e receber, sem a sensação da obrigatoriedade. Nem percebemos a breve partida, pois nos alegramos com a volta do outro. Enfim, toda essa festa, só acontece, devido o fato de se manter a informalidade na afeição.
Quando cometemos o ato de reconhecer a paixão, damos a ela, uma formalidade que não convém a este sentimento, já que isso, é altamente nocivo a sua sobrevivência. A esse gesto, comparo com a formalização de uma sociedade em contrato jurídico, pois a partir desta ação, tudo terá que seguir um conjunto obrigatório de regras para que a mesma seja duradoura. Mas como esse sentimento foge a tais dogmas, regras ou convenções e, age de forma espontânea e livre, convém mantê-lo fora dessa etiqueta social. Logo, peço-lhe que sempre nos conserve na informalidade dessa paixão.

Criado em: 09/02/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff




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23/02/2006 21:43
Por um sempre feliz aniversário

Hoje é mais um daqueles dias em que muitos comemoram e outros tantos, tentam, bobamente, omiti-lo. Já que só em olhar os seus rostos, se percebe o tempo transcorrido até esse presente dia.
Comparo esse transcorrer de mais um ano vivido, com o nascer de mais um neurônio em nossas, quase sempre, cabeças ocas. Pois há uma mudança, as vezes leve, mas ocorre sim, em nosso ser. Parece-nos que ficamos mais espertos, mais centrados nas coisas e nas pessoas e que conseguimos, finalmente, a ter o controle do que sentimos (raiva, desânimo, confiança, etc). Mas convenhamos, ainda existem aquelas pessoas que, mesmo com o pesar e o passar dos anos, resistem em mudar o jeito ranzinza de ser, “nascem tortos e morrem tortos”.
Nessa data festiva, aproveite não só para comemorar, mas também, para fazer um balanço geral dessa vivência. E se assim, você perceber que só teve mais erros que acertos, mais dores que sorrisos, mais fracassos que sucessos, não se desespere. Pare, reflita e perceba, que de alguma forma, tudo isso foi positivo, pois contribuiu para esse seu amadurecimento interior e se ainda assim, não se sentir satisfeito, vá a luta pela mudança. Pois com toda a certeza, ainda lhe resta tempo suficiente para que mude, vença e tenha, realmente, um sempre feliz aniversário.

Criado em: 20/02/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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13/02/2006 19:03
Apenas uma comparação

O felino na sua astuta natureza pela sobrevivência, espreita silenciosamente, a sua presa. Vagarosamente, vai se movendo e só se revelará, bem no último instante, quando terá a certeza de que a caça não lhe escapará.
Quem numa conquista se revela de todo, antes de ter a certeza de que o outro já sucumbira, diante de seus apelos? Assim vemos o jogo da sedução! Onde podemos e usamos, diversos e sutis ardis, na única intenção de ter o outro ao nosso lado. Depois de tal façanha, alguns agem como as feras, que já saciadas, partem, deixando para trás, o que restou de sua presa, esta, quase sempre, em pedaços. Já outros, mais humanos e, por isso, sensíveis, acabam se entregando ao desfrute dos prazeres proporcionados por quem foi conquistado. Que convenhamos, será sempre o melhor desfecho.
Será constantemente assim, pois a vida e o ser humano, serão sempre indecifráveis. Pelo menos, para aqueles que insistem em observá-los por um olhar técnico.

Criado em: 30/01/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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31/01/2006 00:34
Vontade de amar

Será que me amo de verdade? Pergunto isso, porque as vezes, me sinto impotente diante da possibilidade de amar alguém plenamente. E como dizem que tudo começa a partir de si mesmo, penso que deve estar acontecendo algo de errado.
No meu intimo, há um enorme desejo de poder amar plena e verdadeiramente, um alguém. Sem ter sobre mim, o peso do receio de certas conseqüências que trará esse ato tresloucado. Já que medo em demasia, aniquila esse ato, ainda no ventre da mente, sem que tenha a mínima chance de ser concretizado.
Nesse presente, está latente em mim, uma imensa vontade de se lançar nessa imprevisível aventura, que é amar loucamente alguém. Mas me falta coragem, um incentivo, que me faça empolgar e entrar de vez, de cabeça mesmo, nessa façanha desvairada. Será que aparecerá alguém que me dará tal estímulo? Torço para que surja logo, pois sei que tudo isso, proporcionará um enorme prazer à alma e ao coração.

Criado em: 29/01/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff




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14/01/2006 21:34
Murmúrios e súplicas de uma vida sofrida

Nessa vida – vida crucis – em que vivo, o fardo que carrego sobre o corpo, parece não ser meu, mas sim, de um Golias, tamanho é o sofrimento que me causa. Mesmo trocando constantemente, de ombros, as chagas já se fazem presentes; as pernas vacilam, pondo ao chão, os joelhos, ferindo-os. A cabeça dói, como se me coroassem rei de todos os pecados absurdamente mortais, coroa de espinhos que não mereço de todo. Ao longo da caminhada, escuto comentários maldosos, que açoitam o meu ser, como se fora o chicote de um carrasco e como se tudo isso não bastasse, diante de mim, ainda zombam do jeito de como levo a vida, equivalendo tal ação, a uma cusparada na face. Não suportando tamanha aflição, exponho aqui, o meu murmurar.
Sei que só dais o fardo de acordo com a capacidade de cada um em carregá-lo. Mas como somos carne, fraquejamos e, antes mesmo de iniciarmos a caminhada, supomos não suportar a carga. Por isso, dai-nos forças para iniciar e suportar tal missão, porque na vida, cada um é responsável pelos seus atos, portanto, ninguém nos ajudará.
Bem queríamos que pudésseis afastar de nós, esse cálice de vinho tinto de sangue e fel, mas esperamos que seja feita a vossa vontade, mesmo que, em nossos corações promíscuos por desejos distintos e diversos, quiséssemos apenas a bonança e nunca, o sacrifício como recompensa por nossos atos, que para todos nós, sempre estão corretos.

Criado em: 14/01/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff


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10/01/2006 17:48
Uma pequena inspiração

Você é como o nascer do sol numa bela e calma manhã de domingo. Que devagarzinho, vem surgindo e, despretensiosamente, vai me despertando lentamente para um novo e prazeroso dia. E ao contemplá-lo, me sinto pequeno diante de tamanha riqueza de brilho e tons, mas que, com o passar do tempo e da chegada da noite, tal pequenez se desfaz. E percebo que, na verdade, somos iguais, apesar de cada um ter o seu distinto e devido valor. Pois afinal, somos divinas criações do mesmo Criador.

Criado em: 07/01/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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03/01/2006 01:46
Apenas uma estória pra contar

“... e se deram aquele tão esperado beijo, naquele ônibus com destino certo, ao contrário dos seus distintos destinos. Logo após, se despediram, sem ter a certeza de que novamente se veriam. Se a tênue convivência mudaria ou se estagnaria, a partir dali.”
O tempo transcorreu a passos longos, sem dar a mínima chance para a reflexão do porquê do repentino afastamento, da mudança do jeito de se dar comigo e da presença de uma indisfarçável indiferença. Enfim, do porquê da imensa e múltipla ausência.
Hoje seguimos caminhos distintos e enquanto pareço estar chegando a metade do percurso, você ainda está a se deslumbrar com o iniciar do caminhar.
Cada um segue em seu ritmo pessoal, apesar do meu ser lento agora, avanço mais e mais no caminhar. Enquanto que o seu, apesar de ser alucinado, só lhe faz avançar por partes o seu percurso. Mas não se preocupe com isso, pois você chegará até o fim do trajeto já programado por Deus, enquanto que eu, apenas terei uma estória para contar, quando, porventura, alguém perguntar se já tive uma paixão.

Criado em: 02/01/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff

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23/12/2005 12:58
Mudando para um feliz ano novo

Toda vez, as vésperas de um novo tempo, as pessoas sempre desejam um feliz e próspero ano novo. Mas por que, apesar deste desejo, o ano que surge, nos parece ser sempre igual ao que passou? Se olharmos para dentro de nós, encontraremos uma resposta. Com certeza, ela será a seguinte: temos que mudar urgentemente!
Não é o bastante querermos que as coisas mudem, temos que nos esforçar para realizar tal mudança e tudo começa a partir de nós mesmos e é só assim, que o ano nos parecerá novo e melhor. Então, porque não começarmos hoje! Vamos começar, transformando nossos pensamentos em relação ao nosso próximo, pois muitas vezes, eles são mesquinhos, desprezíveis e nada legais. Modifiquemos também, as nossas ações em relação a quem conhecemos ou não, pois muitas vezes, por motivos fúteis, nos comportamos de forma desagradável e nada amistosa. Por fim, variemos as nossas palavras, pois quase sempre, soam duras e frias.
Sei que temos nossos problemas, mas se conseguirmos mudar os nossos pensamentos, as nossas ações e as nossas palavras, veremos o quanto é bom convivermos, amigavelmente, com todos aqueles que estão ao nosso redor. Agindo assim, cativaremos novos amigos e conseguiremos ter a consideração e o respeito, que quase sempre não tivemos para com os outros. Mas que tanto, esperávamos obter daqueles que nos cercam.

Criado em: 23/12/1998 Autor: Flavyann Dee Flaff


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17/12/2005 20:57
O reconhecimento

Hoje, estando em meu canto, veio me assediar, uma lembrança viva de uma época irreal e não muito distante. Há tempos evitava tal momento, pois sabia que isso me transformaria num incomodado saudosista. Bons tempos aqueles em que éramos apenas palavras inconseqüentes, num plano, puramente, fictício. Ainda no mesmo, fizemos a triste descoberta de que anos-luz nos separava fisicamente e mentalmente, mas acho que nunca nos importamos com isso.
Tal lembrança viva me fez sentir inúmeras emoções, mas apenas uma, ficou perdurada até hoje e esta é a de tê-la comigo, sentimento que nunca se concretizou. Hoje posso afirmar, que foram vários e distintos motivos, que impediram tal concretização.
Para não me torturar vida afora, me conformei ou continuo tentando essa quase impossível façanha, com a simples explicação de que se não nos entendemos, foi porque não era para isso ocorrer. Muito embora, existisse forte indício de um interesse mútuo para ficarmos juntos.
Descobri que o tempo nos fez evoluir, pois nos proporcionou percorrer novos caminhos, conhecer novas pessoas e de certa forma, isso nos fez seres melhores. A ponto de nos tornarmos mais sociáveis, nos deixando mais toleráveis, compreensíveis e mais abertos.
Ainda penso que poderíamos ter feito diferente, por exemplo, termos ficado juntos, mesmo que descobríssemos que nada tínhamos a ver ou quem sabe, que tínhamos tudo a ver e essa dúvida não tirada, é o que até hoje mais me incomoda. Digo isso, porque hoje, com uma convicção incontestável, reconheci que você é de fato e de direito, a lembrança mais viva que tanto desejei.

Criado em: 06/11/2005 Autor: Flavyann Dee Flaff



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12/12/2005 22:43
Contradição

No cotidiano da dura e presente realidade, confirmei que a tua tão propagada paixão por mim, não passava de meras palavras virtuais. Pois bastou apenas uma breve ausência minha no ciberespaço, para ter a certeza desta tua encenação sentimental.
Até então, pensava que a ponte construída entre nós, fosse de mão dupla. Mas na distância, percebi que a mesma era de sentido único, apenas de mim para ti. Se sempre desejavas ações da minha parte, devias ter a consciência de que também esperava um retorno teu para com as mesmas, mesmo e principalmente, estando afastado. Por isso, estou muito decepcionado, mas também, de certa forma conformado. Pois vi cair a tempo, a tua mascara que tanto usavas para me iludir.
Talvez esteja a me angustiar antecipadamente, por algo apenas insinuado e ainda não, efetivamente, concretizado. Mas para quem se acostumara a só ler palavras elogiosas e cheias de paixão, uma atitude como esta, se apresenta como um claro sinal de contradição entre o teu pensar e o teu agir, causando em mim, uma enorme confusão. Induzindo-me a tomar decisões drásticas em relação ao que fora insinuado até aqui por ti.

Criado em: 14/11/2005 Autor: Flavyann Dee Flaff



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